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Exercícios físicos podem ajudar quem tem insônia, mas efeitos vêm a longo prazo

Resultados da atividade física só apareceram depois de quatro meses em grupo de mulheres insones avaliadas pela pesquisa norte-americana.

insonia

Uma cura para os distúrbios de sono poderia estar na academia, mas não espere por um alívio da noite para o dia, dizem pesquisadores. Um novo estudo realizado pelos psicólogos clínicos e pesquisadores do sono da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, indica que os exercícios físicos podem melhorar o problema da insônia. Mas a longo prazo. Os pesquisadores recrutaram 11 mulheres com insônia e avaliaram se 30 minutos de exercícios físicos regulares, de três a quatro vezes por semana, ajudariam a melhorar seu sono. O programa continuou durante 16 semanas. Por meio de registros diários, elas raramente apresentavam melhoras no sono depois de terem se exercitado durante o dia. Além disso, elas se exercitavam por períodos menores de tempo após uma noite de sono ruim. Depois de dois meses, as participantes não relataram que o sono melhorou. Mas, depois de quatro meses, no entanto, elas começaram a mostrar melhorias. Foi observado um aumento de 45 minutos de sono por noite, a partir desse ponto.

Saiba mais…

Enquanto a pesquisa anterior mostrou que para a maioria das pessoas – sem problemas graves de sono – o exercício pode ter efeitos rápidos, para os insones a relação entre uma coisa e outra é um pouco mais complicada. A lógica, segundo os pesquisadores, é que pessoas com insônia tendem a ser “neurologicamente diferentes” e têm uma “hiperexcitação do sistema de estresse.” Suar a camisa na academia um dia não é garantia de colocar o sistema de volta nos eixos, e pode até agravar a situação. Ainda assim, se você luta contra a insônia e não se exercita atualmente, o estudo indica que é aconselhável começar. Só que não espere por milagres. O processo pode levar meses, o que pode ser frustrante para alguém que sofre de insônia. Mas pode reduzir a dependência de medicamentos, por exemplo, segundo a conclusão da pesquisa.

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José Mól

Atua como médico em consultório privado, com ênfases nas áreas de PSIQUIATRIA e MEDICINA do SONO e faz palestras sobre o assunto, em congressos nacionais e internacionais e em instituições públicas e privadas.

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