Distúrbios

Síndrome das pernas inquietas

É caracterizada por uma sensação desagradável, mal definida, localizada profundamente nas pernas. É acompanhada de uma necessidade de ficar mexendo as pernas, o que traz um alívio transitório do desconforto. Pode ocorrer a qualquer momento, mas costuma ser mais intensa ou só estar presente durante o repouso, em posição sentada ou deitada. Costuma ser particularmente incômoda quando a pessoa se deita para dormir. Algumas pessoas só conseguem alívio se ficarem esfregando uma perna na outra, outras tem que ficar caminhando e outras batendo nas pernas, até que a sensação desagradável abrande o suficiente para elas conseguirem dormir.

Indivíduos severamente afetados, podem ter muita dificuldade em conseguir ficar assentados assistindo a um filme, a uma aula ou a uma reunião social. Este distúrbio costuma dificultar o início do sono e pode provocar vários despertares durante a noite.

2 a 5% da população podem ser afetadas e existe um fator hereditário importante. Quando existem muitos casos na família, o quadro tende a ser mais grave e iniciar logo na infância. A evolução costuma ser crônica e costuma ir piorando com o aumento da idade. A pessoa pode se adaptar ao problema e só procurar ajuda médica após o casamento, devido ao incômodo causado ao cônjuge. Em relação ao sono, a síndrome das pernas inquietas costuma então provocar insônia e sonolência excessiva durante o dia (porque não consegue dormir bem à noite).

CAUSAS

A origem deste distúrbio ainda é desconhecida, mas pode estar associado a diversos outros problemas como : apnéia do sono, fibromialgia, doenças da medula espinhal, anemia, doença pulmonar crônica, distúrbios vasculares nos membros, neuropatia urêmica, polineuropatia periférica, uso de medicamentos neurolépticos, etc.

DIAGNÓSTICO

Feito pela história clínica e pela polissonografia (exame feito durante o sono, numa clínica de sono).

TRATAMENTO

Deve ser iniciado somente depois de estabelecida a causa do distúrbio.

No tratamento geral, recomenda-se diminuir a ingestão de cafeína (café, chá mate, chá preto, coca cola, guaraná e chocolate), fazer atividades físicas diárias, manter hábitos regulares de sono e uso de Clonazepam ou Antiparkinsonianos

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José Mól

Atua como médico em consultório privado, com ênfases nas áreas de PSIQUIATRIA e MEDICINA do SONO e faz palestras sobre o assunto, em congressos nacionais e internacionais e em instituições públicas e privadas.

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