Distúrbios

Fobias

Chamada hoje de TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL, é o 3º mais comum dos problemas psiquiátricos. (Em 1º está a depressão e em 2º o alcoolismo).

Com a facilidade que a informação tem hoje de chegar a todos os níveis sociais, com a queda do preconceito de que PSIQUIATRA é médico de doido e o bom resultado que os novos medicamentos tem proporcionado à população de um modo geral, é cada vez maior o número de pessoas que buscam ajuda para problemas que até há bem pouco tempo eram motivo de vergonha e de sentimentos de fraqueza.

O Transtorno de Ansiedade Social é um medo patológico (exagerado, doentio) que a pessoa tem de se expor, de ser foco das atenções ou de se comportar de forma embaraçosa e humilhante em público.

O mais comum é o medo de falar em público (30,2%), depois , falar com outras pessoas (13,7%), usar o banheiro fora de casa (6,6%) e comer ou beber em público (2,7%).

É um problema crônico, que pode durar toda a vida da pessoa e atinge cerca de 7% da população.

O paciente teme o julgamento e principalmente a imagem negativa que ele possa estar passando. Situações rotineiras da vida, como comer, beber, escrever, assinar, votar, usar o telefone, falar em público, fazer prova oral, falar com pessoas em posição de autoridade, entrevistas para empregos, etc.. são situações temidas pelo fóbico. Dificuldade de urinar em banheiro público, de participar de festas e reuniões, medo de conhecer pessoas ou de participar de brincadeiras , também são situações comuns, que fazem o mundo social do fóbico se reduzir drasticamente e com isto, suas chances de se dar melhor na vida, também ficam reduzidas..

Todas as situações citadas podem ocorrer normalmente com qualquer pessoa , em uma ou outra ocasião. É necessário um diagnóstico criterioso de pacientes com prejuízo funcional relevante que devem ser tratados. O médico deve ter o cuidado de não querer supernormalizar a população.

Se não tratados, além dos prejuízos gerais, os pacientes podem partir para o alcoolismo ou drogas, ou para os transtornos alimentares e sexuais (como o abuso da pornografia que se vê hoje pela Internet). É comum o fóbico ficar usando tranquilizantes por anos a fio, com apenas alívio, sem uma melhora real do medo.

O tratamento é feito com antidepressivos e em alguns casos também há necessidade do apoio da Terapia Cognitiva-comportamental.

Veja Também

José Mól

Atua como médico em consultório privado, com ênfases nas áreas de PSIQUIATRIA e MEDICINA do SONO e faz palestras sobre o assunto, em congressos nacionais e internacionais e em instituições públicas e privadas.

Contato

Belo Horizonte:
31-3283-9922 | 31-9988-1661.
Ipatinga:
31-3824-8405 | 31-9988-1661.

Não atendemos convênios

Nome
Telefone *
E-mail *
Mensagem *