Distúrbios

Transtorno-obsessivo-compulsivo

É uma doença crônica e debilitante, caracterizada por pensamentos não desejados , que invadem a mente da pessoa e ficam insistindo (obsessões), provocando comportamentos irracionais e repetitivos, que o paciente não consegue evitar (compulsões).

A doença atinge  igualmente os 2 sexos, podendo iniciar na infância ou na idade adulta. Atinge cerca de 3% da população.

Entre os sintomas mais frequentes estão : medo de ferir os outros, pensamentos obscenos ou blasfemos, preocupações com simetria, medo de ser responsável por eventos terríveis.Por exemplo:  minha mãe pode morrer, se eu engolir a comida antes de mastigá-la exatamente 20 vezes; lavagem excessiva das mãos e de todo o corpo (banhos que duram horas, cheios de rituais); medidas para prevenir contaminações; verificação excessiva de fechaduras e portas, rituais para transpor limiares (portas, riscas no chão, etc…). Também são frequentes os distúrbios no apetite (bulimia/anorexia), a compulsão ao jogo, compulsão à Internet, a mania de arrancar os cabelos (tricotilomania),etc…

A pessoa reconhece  que esses pensamentos e comportamentos são completamente anormais, mas não consegue vencê-los. Geralmente não comenta com os familiares ou amigos, com medo de ser considerada louca.

É importante observar se a criança está tendo algum comportamento estranho, repetitivo, se ela demora muito em tudo que vai fazer e da mesma forma o adulto, porque à medida que a doença vai agravando, a pessoa vai perdendo cada vez mais tempo nos rituais, que tendem a se tornar mais complexos, afetando cada vez mais a sua qualidade de vida.

Hoje existem medicamentos que diminuem, mantém sob controle ou até curam a doença, que tem as suas causas em alterações na química cerebral, entre eles estão a Clomipramina (Anafranil), Fluoxetina (Prozac) e a Paroxetina (Aropax), que já foram aprovados pela FDA (órgão fiscalizador de medicamentos, dos Estados Unidos).

O tratamento medicamentoso começa a fazer seu efeito benéfico, após 1 mês, mas pode durar anos e quando o resultado não é satisfatório.

A associação com a Terapia Cognitivo Comportamental é a que costuma dar os melhores resultados.

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José Mól

Atua como médico em consultório privado, com ênfases nas áreas de PSIQUIATRIA e MEDICINA do SONO e faz palestras sobre o assunto, em congressos nacionais e internacionais e em instituições públicas e privadas.

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